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Eu sou quebrada, em mais ou menos quatro pedaços. Creio e sinto dizer que só tenho um pedaço bom, e que ele é bem minúsculo. Os outros três são parecidos, mal vividos, meros cacos do resto da minha dor. Digo agora o que tem de principal em cada pedaço do que me sobrou. O pedaço um é infeliz, solitário, profundo em tudo e muito, muito egoísta. O pedaço dois é triste, vazio, cheio de dor e sufocado por si prório. O pedaço três, não tem cor, sabor ou vontade, eu poderia até dizer que não existe, mas seria maldoso da minha parte (que contraditório). E não menos importante o pedaço quatro, esse pequenino pedaço tem uma esperança que eu não não saberia por em palavras, ele é como se fosse alma desse meu corpo imundo, ele é entupido de gratidão, enxerga beleza onde raramente alguém consegue ver e tem um medo de se mostrar que podemos dizer que é antissocial, ele consegue ser feliz em poucos momentos, mas nunca se deixa bater, ele sempre quer ter e ser mais. Para manter o equilíbrio desse meu quarteto, eu pego um pouquinho de cada pedaço para tentar me fazer inteira. Sou uma bomba, que em qualquer momento pode explodir e destruir tudo ao meu redor. O que mais tenho medo é de quando eu explodir, os pedaços se multiplicarem. Mas o pedaço bom vai ficar ali, me fazendo forte.
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Por favor, não me negue o teu sorriso. Pois verdade seja dita: Sorrir é abrir a porta para o amor.
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Eu deveria estar acostumada, deveria ter previsto que você, assim como todos os outros que passaram por aqui, iria embora. Eu devia, eu sei, mas quando te vi entrar, pensei “alguém que vai ficar”, e realmente, pareceu. Você parecia querer estar aqui, e te deixei entrar e ficar hospedado no melhor quarto, te tratei bem, como nunca havia tratado outro hóspede. Eu me sentia tão sozinha antes de você e contigo aqui fui tão feliz. Você invadiu a casa e a inundou com alegria, com os seus risos e trouxe de volta os meus e eu me rendi, porque cada espaço daquele lar estava preenchido, não havia mais necessidade de outro alguém, havia você. Havia nós. Até o momento em que você se levantou do sofá e com o olhar desbotado seguiu adiante e buscou suas malas, olhei incrédula, calada, enquanto o observava sorrir tristemente e sair pela porta de cabeça baixa. Esperei o baque da porta se fechando, e quando o silencio tomou conta do cômodo, tive a certeza de que a partir daquele dia não deixaria nenhuma brecha, as portas estariam trancadas e as janelas fechadas. Afinal, já não restavam pedaços de mim para serem levados por outras pessoas.
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Mas é engraçado, o amor não dói. E não, não me faça essa cara de espanto, eu repito: o amor não dói. O ciúme, a insegurança, a desconfiança, a falta de, o medo de perder a pessoa amada, o medo de amar, o medo de nunca ter sentido tamanha felicidade na vida inteirinha, isso sim dói. O amor, amor como sentimento, amor como coisa plena, amor como som no peito, amor como sorriso no olho, amor como poesia na boca, amor como amor, esse não dói.
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Encontrei em ti o que eu simplesmente não achei com nenhuma outra pessoa. Eu encontrei em você o que faltava em mim.